Neste blog você se delicia com o melhor do universo da POESIA, aqui você também pode aprender muito ou quase tudo sobre poemas.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2020
In'dependência
sexta-feira, 16 de outubro de 2020
Experiência

quarta-feira, 30 de setembro de 2020
Poeta Poema
Que preenche o que sinto
Anseio estar liberto
Me perco e me encontro
Em cada verso que rima
Abordo da minha alma
Sem asas voo ao centro
Para despertar o espírito
Que ilumina meu recinto
Que recita o que sinto
E perpassa perímetros
Pois poemas dizem mais…
Duque poetas escrevem
Poemas reflectem mais…
Duque poetas sentem
Poemas fazem poetas
Poetas são instrumentos
Que poemas usam…
para expressar sentimentos
Leia também: incompleto
Autor: #SAMM
terça-feira, 29 de setembro de 2020
Incompleto
Ou o quanto eu me ajuste
Nunca me encaixo
Um leão fora da selva
Um peixe fora do mar
Um pássaro engaiolado
Uma planta no vaso…
É como me sinto
E penso que não sou o único
Afastado do meu habitat
Impedido de transpor limites
Apreendido e isolado
Eu aprendi a ficar calado
Me sentia incompreendido
Me isolei, me asilei no submundo
Mudo nesse mundo surdo
Mundo que não compreendo
Me mantive anulado
Num abismo obscuro de absurdos
Lavando com lágrimas…
Toda dor cravada na alma
Contei à poesia como me sinto
Ela me ouviu e entendeu
Sobre mim sua mão estendeu
O brilho de sua luz me concedeu
Mas a vida…
Está cada vez mais ríspida
Rápida e desenfreada
Estamos mais estressados
Cada vez mais atrasados
Cada vez mais apressados
Sem tempo para nada,
Todos somos velocistas
Fizemos da vida uma pista
E viver se tornou uma corrida
Tudo nos tem e temos nada
Tudo vemos e ouvimos
Simplesmente não nos importamos
Humanidade em nós perdida
Pois parece que desistimos…
De sermos nós mesmos,
Sem disfarces
Desistimos…
De buscar a paz real
De amar com o amor real
Parece que ninguém quer isso
E nos mantemos omissos
Quando tudo que queremos é isso
Para que cada um a sua maneira
Se encaixe na sua forma inteira
Sem precisar de recortes ou ajustes
Sem precisar de perder partes
Ler também: O Pó(eta)
Autor: #SAMM
terça-feira, 8 de setembro de 2020
O Poeta
Sentia o que escrevia
Porque escrevia o que sentia
Já não sinto o que escrevo
Tento, mas não mais me elevo
Medito, mas não mais viajo
Já não oiço sussurros
Perdi a aura da sensibilidade
A aurora que ornava minha autenticidade
E laureava minha poética identidade
Junto se foi a energia da habilidade
E parte de minha luminosidade
A forma de ver o mundo de seus olhos
O caminhar sob o guiar de teu brilho
Pois só sou confuso e sem refúgio
Frágil buscando subterfúgios
Nos aposentos do poeta,
Forçando a caneta
Forçando este poema…
Talvez seja o derradeiro poema
Talvez nem foram de facto poemas
Talvez fossem só rabiscos de dilemas
Rabiscos da alma
Reflexos do íntimo do ínfimo ser que sou
Fundidos em cada verso que se alinhou
Em cada estrofe que se enquadrou
E capturou a foto do pensamento e emoldurou.
quinta-feira, 20 de agosto de 2020
Beleza oculta – parte III

Não te conheço
Mas te procuro de forma incessante, desde o começo
Busco conhecer e contemplar a sua realidade
Quero estar simultaneamente no centro e nas extremidades
Tento fazer tocar e fazer contacto
Ainda que custe a desconexão do meu corpo, alma e espírito
Não sei quem sou, nem quem és, mas meu mundo não tem sido suficiente
Estou morrendo por dentro, meu eu já não sente
Minha alma sofrida por culpa de inúmeras perdas
Meu espírito parece neutro perante toda essa mer…!!!
Minha existência física impotente,
Não há escapatória, parece que tudo é sobre o tempo
Pareço frágil como um copo a beira da queda de determinado topo
Não adianta chorar por isso
Mas te conhecer é o propósito
Afinal cadê a beleza por detrás de tudo isso?
“Oiço silêncios brutos que invadem o meu recinto privado
No meio de tanto barulho sem som
Tento ouvir o teu silêncio, nem isso eu consigo”
Mas tua desconhecida aparência me seduz
Penso que vejo sempre que olho p’ro nada
Penso que te vejo sempre que fecho os olhos
Completa ilusão da realidade
Afinal qual é a beleza de tudo isso?!
Ironicamente
A beleza que tanto procuro
Está no tempo que contemplo
Está no templo e eu sou o templo.
Leia também:
beleza-oculta-parte-iiquarta-feira, 19 de agosto de 2020
Beleza oculta – parte II

Futuro? É uma im’possibilidade’…
O tempo faz questão de deixar bem clara essa real’idade
A vida acaba num estalar de dedos, ou antes
Por tanto, tanto faz
Talvez por mais que eu corra nesta estrada da vida
eu morra hoje atropelado como um animal abandonado
Talvez eu morra amanhã, daqui há alguns anos
Ou talvez eu já tenha morrido
Olho para tudo quanto é canto, mas sequer um pássaro canta
Busco um mar de respostas
Que responda o meu rio de perguntas
Nunca teremos tempo suficiente para amar quem amamos
A verdade é que, a verdade não mente
A verdade é que, o amor não sente
Mas a mentira mente
A dor não chora…
Entretanto, tudo isso pode ser mentira
Talvez tudo isso não passa de uma observação sem nexo
Nesta vida aparente, sem sentido e minada de paradoxos
Eu queria ter certeza, mas também não sei
Por isso te procuro
De baixo da chuva e do sol ardente
Dentro e fora da minha mente
Mas tu não deixas rastros
Consequentemente não te encontro…
Leia também:
beleza-oculta-parte-iAutor: #SAMM


