E se aquele último olhar
não foi adeus, mas um desvio?
Um salto entre versões de nós
onde ainda somos quase felizes.
O céu não respondeu,
mas piscou em silêncio —
como quem sabe mais do que diz,
como quem guarda segredos entre estrelas.
Você disse que me amava,
ou talvez eu imaginei.
Mas o eco ficou,
como uma lembrança que nunca aconteceu.
A porta se abriu,
ou foi só um pensamento?
Naquele corredor de realidades,
você talvez tenha entrado — ou partido.
E se o tempo não for linha,
mas espiral?
E se estivermos juntos
em algum ponto que não sabemos nomear?
Talvez o amor não precise de certeza,
apenas de intenção.
E talvez, em algum lugar,
eu ainda esteja justamente pensando em você.
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