
Não te conheço
Mas te procuro de forma incessante, desde o começo
Busco conhecer e contemplar a sua realidade
Quero estar simultaneamente no centro e nas extremidades
Tento fazer tocar e fazer contacto
Ainda que custe a desconexão do meu corpo, alma e espírito
Não sei quem sou, nem quem és, mas meu mundo não tem sido suficiente
Estou morrendo por dentro, meu eu já não sente
Minha alma sofrida por culpa de inúmeras perdas
Meu espírito parece neutro perante toda essa mer…!!!
Minha existência física impotente,
Não há escapatória, parece que tudo é sobre o tempo
Pareço frágil como um copo a beira da queda de determinado topo
Não adianta chorar por isso
Mas te conhecer é o propósito
Afinal cadê a beleza por detrás de tudo isso?
“Oiço silêncios brutos que invadem o meu recinto privado
No meio de tanto barulho sem som
Tento ouvir o teu silêncio, nem isso eu consigo”
Mas tua desconhecida aparência me seduz
Penso que vejo sempre que olho p’ro nada
Penso que te vejo sempre que fecho os olhos
Completa ilusão da realidade
Afinal qual é a beleza de tudo isso?!
Ironicamente
A beleza que tanto procuro
Está no tempo que contemplo
Está no templo e eu sou o templo.
Leia também:
beleza-oculta-parte-ii
Sem comentários:
Enviar um comentário