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sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Vida e Morte










Na dança eterna da vida e da morte,

Um ser misterioso se revela em sorte.

A morte, que abraça e leva ao além,

A vida, que pulsa e nos mantém.


Em seu véu negro, a morte caminha,

Silenciosa e implacável, não se avizinha.

Sua presença é um sopro gelado,

Que nos lembra que tudo é finito e limitado.


Mas a vida, ah, a vida é uma chama!

Um fogo ardente que nos inflama.

Ela nos presenteia com cada instante,

Nos faz sorrir, nos faz amar incessante.


A morte é o fim de um ciclo, é verdade,

Mas a vida é o início de uma eternidade.

Pois em cada coração que bate e pulsa,

Há a essência divina que nunca se anula.


E assim, num balé cósmico e sublime,

A morte e a vida entrelaçam-se no tempo.

Uma dá sentido à outra, em harmonia,

E juntas escrevem nossa história.


Então celebremos cada nascer do sol,

Cada pôr do sol, cada respiração profunda.

Pois a morte nos lembra do valor presente,

E a vida nos ensina a sermos constantes.


Que possamos abraçar o efêmero com amor,

E compreender que a morte é apenas um senhor.

A vida é o regente de nossa melodia,

E juntos, dançamos nessa sinfonia.


Que a morte não seja temida ou negada,

Mas sim encarada como parte da jornada.

Pois na dualidade desses dois seres tão distintos,

Encontramos o verdadeiro sentido dos momentos.


E assim, nesse poema de trinta estrofes,

Quis falar da morte e da vida, essas duas faces.

Que cada verso te prenda do início ao fim,

E te faça refletir sobre o que há além de mim.


DE: SAMM


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