Na dança eterna da vida e da morte,
Um ser misterioso se revela em sorte.
A morte, que abraça e leva ao além,
A vida, que pulsa e nos mantém.
Em seu véu negro, a morte caminha,
Silenciosa e implacável, não se avizinha.
Sua presença é um sopro gelado,
Que nos lembra que tudo é finito e limitado.
Mas a vida, ah, a vida é uma chama!
Um fogo ardente que nos inflama.
Ela nos presenteia com cada instante,
Nos faz sorrir, nos faz amar incessante.
A morte é o fim de um ciclo, é verdade,
Mas a vida é o início de uma eternidade.
Pois em cada coração que bate e pulsa,
Há a essência divina que nunca se anula.
E assim, num balé cósmico e sublime,
A morte e a vida entrelaçam-se no tempo.
Uma dá sentido à outra, em harmonia,
E juntas escrevem nossa história.
Então celebremos cada nascer do sol,
Cada pôr do sol, cada respiração profunda.
Pois a morte nos lembra do valor presente,
E a vida nos ensina a sermos constantes.
Que possamos abraçar o efêmero com amor,
E compreender que a morte é apenas um senhor.
A vida é o regente de nossa melodia,
E juntos, dançamos nessa sinfonia.
Que a morte não seja temida ou negada,
Mas sim encarada como parte da jornada.
Pois na dualidade desses dois seres tão distintos,
Encontramos o verdadeiro sentido dos momentos.
E assim, nesse poema de trinta estrofes,
Quis falar da morte e da vida, essas duas faces.
Que cada verso te prenda do início ao fim,
E te faça refletir sobre o que há além de mim.
DE: SAMM
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