Outubro Rosa não é apenas uma campanha. É um chamado. Um lembrete de que, por trás dos números, há vidas. Histórias. Cicatrizes que não aparecem em relatórios, mas que moldam o cotidiano de milhões de mulheres.
Ela não pediu flores. Nem likes. Nem slogans em camisetas.
Pediu tempo. Pediu escuta. Pediu que alguém notasse o cansaço.
O câncer de mama não respeita hierarquia. Ele não pede licença.
Ele entra sem crachá, desmonta rotinas, desafia certezas.
E muitas vezes, encontra mulheres que já carregam o peso do mundo — mães, líderes, empreendedoras, cuidadoras — que continuam sorrindo enquanto lutam em silêncio.
Outubro Rosa é sobre coragem.
Sobre o direito de existir sem medo.
De tocar o próprio corpo sem culpa.
De ser cuidada sem ser julgada.
É também sobre responsabilidade.
Se você tem poder, use-o para proteger.
Se você tem voz, use-a para romper o silêncio.
Se você tem uma plataforma — como este blog — use-a para transformar estatística em esperança.
Empresas, líderes, comunidades: não deixem que o Outubro Rosa seja apenas mais uma data no calendário.
Que ele seja um ponto de virada.
Um compromisso real com a saúde, a empatia e a vida.
Porque há mulheres que lideram empresas.
E outras que lideram batalhas invisíveis.
Ambas são gigantes.
Ambas merecem que o mundo as veja.
Outubro Rosa não é cor.
É escolha.

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