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terça-feira, 19 de maio de 2020

A vida (Contadora de histórias) – Part. 2

Onde estão os direitos de crianças e adolescentes negros?
Momentos geram momentos o tempo todo
Doces, amargos e outros mesclados
A gente se verga, reergue e reedifica
Magoa, abraça, conforta e fortifica

O melhor e o pior de nós se funde
E o que somos se revela, se expande e desconfunde
A vida não é só uma narradora de histórias
Não conta ficções com finais felizes, ela é a história

Conta sobre a felicidade da chegada
Sobre os altos e baixos da jornada
E as cicatrizes adquiridas

Conta sobre cicatrizes deixadas
A vida conta sobre a dramática partida
E só observa enquanto é vivida


Autor: #SAMM


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A vida (Contadora de histórias) – Part. 1

Onde estão os direitos de crianças e adolescentes negros?
Se a vida te contar a tua própria história
Saberás que nem tudo começa quando julgamos ter começado
As vezes começa muito antes do lembrado
Ela arquiva factos não captados pela sua memória

A vida é que nem frutos que se fazem sumo
Antes de serem sumo os frutos nascem
Com o tempo ama’durecem
E para serem sumo morrem no acto

A vida é um aglomerado de factos
Ávida por tempo que lhe proporciona momentos
Uns monumentais, outros nem tanto

Tem aqueles sublimes, íncolas da subconsciência
Instantes de imprescindível importância
Aura guia desde a infância


Autor: #SAMM


Ler também: a-vida-contadora-de-historias-part-2

quinta-feira, 14 de maio de 2020

I’merecido’

A imagem pode conter: 7 pessoas

Existe uma aura pura sobre nós
Somos todos bons e maus
Todos (já) amamos
Todos (já) odiamos

Então todos (já) fomos/somos/seremos amados
Todos (já) fomos/somos odiados
Mas o que é o ódio?
Quando (em nós) o amor está no pódio…

Somos frutos da luz, somos luz
A escuridão não nos reduz
Ela não nos conduz

Somos (todos) mais amados do que imaginamos
Mais amados do que merecemos
O amor nos ama, e nem sempre retribuímos


Autor: #SAMM

Coragem

A imagem pode conter: céu, lusco fusco, oceano, nuvem, natureza, ar livre e água

É necessário ter coragem
Para abrir-se e cobrir de amor
Para descobrir-se suportando a dor
Pois a vida não é uma fácil viagem

É necessário coragem para seguir viagem
Para não fugir e afrontar temores
Para viver e ver miragens além da margem
Lutar, sangrar e sagrar-se vencedores

Não dominamos tudo, o depois é inesperado
Não tente controlar tudo, é impossível
As coisas fugirão do controle, reagir é imprescindível
Coragem é o fogo que brota do medo

Não se trata de escalar até o cume
E sim de ascender e acender em nós o lume
Não é errado temer, pois todo corajoso teme
É covardia não ter coragem, é insano não temer


Autor: #SAMM

Paradoxo convergente

A imagem pode conter: oceano, céu, noite, água e natureza

“Não quero ser como sol”
Que habita no céu diurno só
Quero ser como a lua, doce e singela
Para partilhar o céu noturno com as estrelas

Quando não estás por perto
Me sinto como o sol, só
Quando estás por perto
Me sinto como a lua, completo

“Quero ser como sol”
Que doa sua luz para lua
Para noite iluminar a rua
Só para eu poder ver o seu brilhar

Viver só não basta
Precisamos sentir
E fazer sentir
Casar nossas im’perfeições

(Não) somos iguais
(Não) somos diferentes
Somos igualmente diferentes
E diferentemente iguais

Somos (duas) partes de um todo
Eu e você(s), dia e noite, sol e lua
Vivemos correndo e buscando
O momento do próximo eclipse


Autor: #SAMM

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Quando termina

Fim do amor! | Pede +
Ontem tudo parecia perfeito
Sentia-se o abraço da aura da alegria
Que como mel grudava e escorria
O coração bombeava amor no peito


Era tudo perfeito
Sentia-se amor e seus efeitos
Os olhos vívidos e brilhantes
Alma adrenalinada e saltitante

Hoje tudo parece imperfeito
Até no canto de pássaros vejo defeitos
O encanto se quebrou, foi desfeito

Olhos escurecidos e lacrimejantes
Coração esmurrado rastejante
A essência da vida está no que a gente sente

Autor: #SAMM

Ler também: paradoxo-convergente

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

BELEZA OCULTA – PARTE I



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Depois das nuvens, depois da luz
Céu nu e completamente escuro
Tudo é tão morbidamente impuro
Sinto nos ombros o peso da minha cruz

No crepúsculo que antecede o anoitecer
Na aurora que precede o amanhecer
No antes e depois de tudo e do nada
Procuro a tua força redentora, difícil jornada

Insisto não desisto mesmo com a alma cansada
Não desisto… mesmo não acreditando em mais nada
Vivo desperto perto do porto do desespero
Não te busco no passado nem no futuro

Talvez por isso olhe tão focada’mente o hoje
Mal lembro do ontem, tenho memórias turvas,
de ter alagado tudo com a minha chuva
Que teima e por dentro queima como lava

Me sinto, um peixe fora d’água
Num mundo submerso em lágrimas de mágoas
Me sinto longe do meu habitat
Partido em ilimitadas partes

Ao fim ao cabo não caibo nem nos confins
Minha mão é muito maior que essa luva
Nessa realidade a vida é repleta de relevos e curvas
Agora chove dentro de mim

Esse acto a princípio parecia libertador
Mas a dor,
Ainda persiste e me persegue por onde quer que eu vá
Ainda me encontro preso, buscando meu Orixá…