Páginas

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Indiferentes

 













Ruínas justificam nossa presença
Incoerentes, destruímos para construir
Atraiçoados pela luz da visão
Que cega a consciência
E nos guia rota ao desconhecido.
Do oposto…
Engolindo passos não marcados
Estão precipícios que aos poucos nos alcançam
Trazendo furacões de agonia
Não adianta andar para trás
Nem tentar sair pelas laterais
Ou esconder-se nas diagonais
A senda para o destino só vai para frente
Não existem atalhos nem escapes
Nesse mundo estreito
Em que o amor foi decapitado
E os sorrisos empalados,
Morrer não é o esvair do fôlego
É estar diante desse rio de sangue
E ser porco o bastante para nele banhar-se
Sob império gritante da indiferença
Minha e tua…
Indiferença que compactua,
Indiferença que dá a volta
E nos apunhala pelas costas Autor: #SAMM

Sem comentários:

Enviar um comentário