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terça-feira, 26 de maio de 2020

Antes e durante a poesia!

Ode Martins: Metalinguagem na poesia
Eu vivia a procura de mim
Tentava preencher espaços em branco
Dar direcção certa ao meu barco
Precisava saber para que fim vim

Parti em busca do meu porto
Buscava o sentido da minha vida
Buscava longe o que está tão perto
Pois o que dá sentido a vida... é a vida

A vida me apresentou à poesia
E a poesia me apresentou ao meu eu
Conheci minha sensibilidade
Descobri novas habilidades

A poesia me conhecia melhor que eu
Me presenteou, o amor alvoreceu
Me patenteou, potenciou, me tirou do banco de réu
Me permitiu voar e tocar o céu

Me mostrou a verdadeira beleza
Permitiu sentir outra vez o aroma daquela ‘rosa’
Reencontrar a real felicidade perdida
Que partida partiu sem chance para despedidas

Escrevo dor buscando amor
Escrevo amor para sarar dores
Escrevo para iluminar
Para esquecer e para lembrar

Escrevo por vício
Por compromisso, porque amo esse ofício
Escrevo para agasalhar-me desse frio
Para vivificar vozes e seus brios

Quando escrevo vejo através de mim
Sinto, vivo e amenizo dores alheias
Ser poeta é ser pastor de ovelhas
É ser exemplo, luz guia, é ser o oposto de ruim

Sinto a necessidade de ter em mão
Papel e caneta “para anotar o que diz o coração”
Para partilhar com a imensidão
O afago que trago de minha outra dimensão

Todavia a vida é a minha veia poética
Porque ela é arte de forma única
E arte é vida, congruência pura
Faço arte para dar vida ao hoje e a gerações futuras


Autor: #SAMM


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